Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina, uma interpretação simbólica

Pablo Rodrigo Silva Martins

Resumo


A Semiótica se apresenta como uma ciência caracterizada pela multiplicidade de abordagens e objetos de estudo que vão desde a arquitetura, repleta de textos não verbais, ao texto literário. A semiose deste é permeada pela atuação de ícones, índices e símbolos. Nesse sentido, texto, para a semiótica, é um complexo de significação que aponta os elementos que indicam o desenvolvimento de sua leitura, nas quais esses signos recebem relevância de modo nem sempre análogo, pois num texto literário pode haver a predominância do símbolo em detrimento dos outros elementos da composição triádica já citada, ou o contrário: o símbolo pode ser preterido em relação aos outros elementos. Assim, objetiva-se, neste escrito, analisar a obra Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina, de Hildemburgo Dobal, atestando o momento de transformação pelo qual a cidade de Teresina passava no ano de centenário da capital piauiense. Para tanto, utilizar-se-á os conceitos de símbolo e significação, asseverados por Charles S. Peirce; e também a ideia de Interpretação, defendida por Humberto Eco.

PALAVRAS-CHAVE: literatura. semiótica. H. Dobal.


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Referências


CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

DOBAL, Hidenburgo. Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina: Obra completa II: Prosa. 2 ed. Teresina: Plug, 2007.

ECO, Humberto. Interpretação e superinterpretação. Trad. MF. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

FERRARA, Lucrécia d’Aléssio. Ver a cidade: cidade, imagem, leitura. São Paulo: Nobel, 1988.

NETTO, J. Teixeira Coelho. Semiótica, Informação e Comunicação. Coleção debates: Semiótica. São Paulo – SP: Editora Perspectiva, 1990.

PEIRCE, Charles Sanders. Semiótica. São Paulo: Editora Perspectiva, 1977.

SANTOS, Lúcia Leitão. Os movimentos desejantes da cidade: uma investigação sobre os processos inconscientes na arquitetura da cidade. Recife: Fundação de Cultura do Recife, 1998.


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